
Criado em 1994, o recurso se popularizou quatro anos depois. O programa de computador, que inicialmente tinha como objetivo ajustar imperfeições, acabou virando febre e é utilizado além do ideal.
O big bang do modismo se deu com "Believe" (gravado em 1998), com Cher, cantora competente e talentosa, que normalmente não necessitaria desse tipo de recurso.
Já foi tempo que o software era usado só por 'brincareirinha'. Atualmente o Auto Tune tem a principal e crucial função de mascarar a falta de talento e capacidade vocal de várias cantoras e cantores.
Na 2ª temporada do reality show "The X-Factor", um candidato esculhambou Demi Lovato por conta do constante uso que ela faz do auto tune. Confira o

Rihanna
"No caso de Rihanna, o auto-tune ajuda a mascarar as limitações de sua voz", explica Pedro Só, editor-chefe da revista Billboard Brasil. Ele comenta que o recurso é um exagero, pois ela tem talento para cantar sem auto-tune, com alcances vocais mais restritos. Um exemplo é a canção "We Found Love". Percebe-se que ao vivo ela não consegue segurar a versão de estúdioe precisa de playback para ajudar.

Lady Gaga
No caso de Lady Gaga, Só acredita que ela tem bom recursos. "Ela até gosta de pagar de Mariah Carey quando senta ao piano durante seu show", brinca. Mas o problema é que, pulando freneticamente ou dançando em intrincadas e cansativas coreografias, Gaga e muitas outras enfrentam sérios problemas e recorrem a outros expedientes. No caso, playback. A música "Just Dance" é um exemplo claro do recurso. Basta comparar a versão de estúdio com a "ao vivo".

Miley Cyrus
A eterna Hannah Montana padece do mesmo problema de Gaga. Precisa de uma ajudinha do playback para cantar bem ao vivo enquanto pula. E quando isso não acontece, a versão ao vivo fica bem diferente da original.

Justin Bieber
Justin Bieber é um talento que também dispensaria correções (pelo menos até a mudança de voz, processo que ainda não deve ter se encerrado)", ressalta Só. Ele explica que o ídolo teen usa o 'Melodyne'. "É um editor digital que virou padrão na indústria pop. Mas, no caso específico de 'Baby', arriscaria um palpite. Desde os anos 90, o fetiche dos americanos por garotas de voz esganiçada e gritinhos agudos se intensificou. E encontrou no auto-tune um inesperado aliado, capaz de transformar até negões do gangsta rap em banshees (fadinhas gritonas da mitologia celta)", explica com bom-humor. O playback é evidente no caso de Bieber. Uma simples comparação entre estúdio e ao vivo é o suficiente para comprovar. Extra: Neste vídeo, de um show no fim de setembro, Justin vomita no palco e a música continua. Aqui fica claro o uso do playback.

Ke$ha
Ke$ha é vista como lixo pop por muitos, mas também já mostrou que sabe cantar ao vivo com qualidade (inclusive em estilos como country)", lembra o editor-chefe da Billboard Brasil. Só destaca a influencia do produtor Dr. Luke no hit "Tik Tok" que, segundo ele, sabe usar o auto-tune com mais propriedade. Na versão de estúdio ele fez um ótimo trabalho. Pena que ele não conseguiu salvar a cantora na medonha versão ao vivo no MTV European Music Awards (EMA) de 2010.

Beyoncé
Beyoncé é uma das poucas exceções, que dá a impressão que utiliza do recurso gravado para ajudar em performances ao vivo durante coreografias mais elaboradas. "Eu não afirmaria com 100% de certeza que Beyoncé, que tem voz privilegiada e é afinadíssima, não usa playback em certas partes do show", avisa Só. Mas é difícil ela não usar tal recurso em músicas como Run The World (Girls), onde o físico é bem exigido e dificulta uma apresentação totalmente ao vivo.
Fonte:http://www.acidezmental.xpg.com.br



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